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sábado, 23 de março de 2013

Marcus Vinicius (ao microfone): realidade dos cursos de Direito indica um estelionato educacional

Acordo pioneiro entre OAB e MEC fecha balcão dos cursos de Direito

 

 


Brasília – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciaram nesta sexta-feira (22) o fim da concessão indiscriminada de autorizações para o funcionamento de cursos de Direito e o congelamento de 25 mil vagas até que seja definido o novo marco regulatório do ensino jurídico no País. O anúncio foi feito após assinatura, entre OAB e MEC, de um acordo de cooperação pioneiro, a partir do qual será constituída uma comissão paritária encarregada de estabelecer novos parâmetros e normatizar o ensino de Direito.  “O balcão está fechado”, afirmou Mercadante.
A medida foi prontamente aplaudida pelo presidente Marcus Vinicius, que compareceu ao MEC acompanhado do presidente da Comissão Nacional de Educação Jurídica da OAB, Eid Badr, e do conselheiro federal pelo Rio Grande do Norte Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira. “A realidade hoje dos cursos de Direito indica um estelionato educacional com nossos jovens, cursos sem qualificação, além de estágios que são verdadeiros simulacros, que não capacitam para o exercício da profissão. Esse acordo é uma resposta efetiva a esse verdadeiro balcão de negócios”, disse ele, após a assinatura do termo de cooperação.
Audiência pública – Como parte do esforço da OAB em defesa do aprimoramento do ensino, Marcus Vinicius anunciou que em breve será realizada audiência pública no âmbito da entidade para ouvir professores, dirigentes de instituições de ensino e estudantes. “Saber ouvir deve ser a maior virtude desse grupo de trabalho, pois a ninguém é dada a pretensão de ser dono da verdade", afirmou. "A audiência pública  é fundamental para que todos os setores se expressem e tenhamos uma normatização que realmente contribua para a melhoria da qualidade dos cursos de Direito".
No encontro, o ministro Mercadante elogiou a nova gestão da OAB, em especial por ter dado prioridade, em seu programa, ao tema do ensino jurídico, buscando o MEC para esse diálogo no início de fevereiro.
O acordo representa um marco histórico para a Ordem dos Advogados do Brasil, que há anos vem alertando o governo federal para o quadro de deficiência no ensino jurídico e suas conseqüências na oferta de serviços dessa natureza. Some-se a isso o fato de os cursos de Direito estarem, historicamente, entre os mais procurados, e terem à frente um mercado de trabalho que passa pelos três poderes da República e cresce junto com o Estado de Direito.
Por exigência legal, a Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho Federal da OAB opina previamente nos processos de criação, reconhecimento ou credenciamento de faculdades junto ao Ministério da Educação. No entanto, esses pareceres têm caráter meramente opinativo, ou seja, o MEC pode ou não acatá-los. Apesar de a OAB rejeitar, em média, 90% dos pedidos que dão entrada, em menos de 15 anos o Brasil passou de 150 para 1.260 faculdades de Direito, formando cerca de 100 mil bacharéis por ano.
Pelos termos do acordo, a OAB e o MEC formarão grupo de trabalho para atuar com vistas aos seguintes objetivos: o estabelecimento de nova política regulatória para o ensino jurídico; a definição de critérios para a autorização, o reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de Direito; a identificação periódica da demanda quantitativa e qualitativa de profissionais do Direito; identificação periódica da capacidade instalada de campo de prática para a realização de estágios supervisionados; a definição de critérios para acompanhamento e avaliação do atendimento à demanda social para fins de manutenção da quantidade de vagas e do próprio curso; a definição de diretrizes para avaliação do resultado de aprendizagem dos estudantes; e a definição de diretrizes para a elaboração do instrumento de avaliação dos cursos de Direito.
 
 
 

domingo, 17 de março de 2013

MEC oferece curso de inglês online para 2 milhões de universitários

O objetivo é aumentar o nível dos alunos. O MEC precisou diminuir a nota de corte de inglês para facilitar acesso a programa de bolsas.

 Ministério da Educação está oferecendo curso de inglês grátis para 2 milhões de universitários que queiram aprender ou melhorar o conhecimento do idioma. O curso será feito pela internet.
Professores e alunos confirmam: grande parte dos que chegam á universidade não tem uma boa noção de inglês.  “Tem muita gente inclusive do meu curso que sofre muito porque tem bibliografia das matérias em língua inglesa e não consegue desenvolver o nível que os professores pedem porque não tem conhecimento necessário”, diz o estudante Pedro Tolentino.
Quem conhece bem e tem fluência no idioma é porque foi além do que a escola ofereceu. Até alunos que pretendem estudar no exterior tem essa dificuldade. O MEC precisou diminuir a nota de corte da prova de inglês pra facilitar o acesso às bolsas do programa Ciência Sem Fronteiras, que tem como meta mandar mais de 100 mil brasileiros para fazer cursos em outros países. Criou também um curso de inglês online de graça.
Na primeira etapa, o curso vai atender até 2 milhões de estudantes de graduação e pós-graduação. O aluno de instituição particular precisa ter tirado pelo menos 600 pontos no Enem. A coordenadora em Linguística da UNB, Maria da Glória Magalhães, diz que é urgente melhorar a formação de professores e aumentar a carga horária das línguas estrangeiras nas escolas. Ela acha o curso online válido, mas faz ressalvas: "A linguagem é um aspecto tão essencial do ser humano que a gente não pode tirar o presencial. Então, ao meu ver, o curso é bom, mas limitado".

EEEP Deputado José Walfrido Monteiro Tem Três Projetos Aprovados Pela Funcap


A Escola Estadual de Ensino Profissioanlizante [EEEP] Deputado José Walfrido Monteiro, localizada na cidade de Icó teve três projetos aprovados no Edital 09/2012, do Programa "Quotas Bolsas de Iniciação Científica Júnior [ICT-jr] - Educação Profissional - Áreas Estratégicas", da Funcap.

De acordo com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico [Funcap], o objetivo principal do Edital é "promover a concessão de bolsas de ICT-jr aos alunos da Rede Estadual de Escolas de Educação Profissional do Estado do Ceará, que apresentem bom rendimento acadêmico”.

A EEEP icoense inscreveu quatro projetos, dos quais três projetos foram contemplados:

:: Aquaponia, do prof. Augusto Cesar dos Santos Queiroz - Curso Técnico em Aquicultura;

:: Viabilidade energética de fogão solar tipo caixa, do prof. Ednael Macedo Félix - Curso Técnico em Agronegócio;

:: Análise da temperatura nas operações de usinagem com ferramentas de corte de metal duro, do prof. Francildo de Oliveira Silva - Curso Técnico em Mecânica.


De acordo com o edital, cada projeto receberá um financiamento na ordem de R$ 20 mil, onde parte será destinada a bolsas para 10 alunos, no valor de R$100,00, por dez meses. Através desta iniciativa, a escola, com a orientação dos professores coordenadores de cursos, irá promover a iniciação científica, visando a melhoria na aprendizagem dos alunos e tornar a escola como local de produção do conhecimento.


* Com informações do Crede 17, sediado em Icó